Embrapa vai sediar o primeiro centro brasileiro para depósito de microrganismos patenteáveis

O Brasil acaba de dar um passo importante para fortalecer a pesquisa, a inovação e o agronegócio. A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília (DF), será a primeira instituição brasileira reconhecida como Autoridade Depositária Internacional (IDA). Na prática, isso permitirá que pesquisadores e empresas façam no próprio país o depósito de microrganismos utilizados em pedidos de patente, sem precisar enviar esse material para o exterior.

Os microrganismos são seres vivos muito pequenos, como bactérias, fungos e leveduras. Eles são usados para desenvolver tecnologias em áreas como agricultura, saúde, alimentos e meio ambiente. Em muitas invenções, o depósito desses organismos é uma exigência para garantir a proteção da patente.
Até agora, esse procedimento precisava ser feito em instituições de outros países, o que aumentava os custos e a burocracia. Com a nova estrutura da Embrapa, o processo será mais simples, rápido e acessível. Além disso, os depósitos realizados no Brasil serão reconhecidos pelos 92 países que fazem parte do Tratado de Budapeste, acordo internacional que facilita o registro de patentes.
Para o agronegócio, a novidade pode acelerar o desenvolvimento de bioinsumos, como biofertilizantes, inoculantes e biodefensivos. Essas tecnologias ajudam a aumentar a produtividade das lavouras e contribuem para uma agricultura mais sustentável, reduzindo o uso de produtos químicos.
O projeto receberá cerca de R$ 14,9 milhões em investimentos da Financiadora de Estudos e Projetos e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A previsão é que a implantação da estrutura seja concluída em aproximadamente 36 meses.
Curiosidades
O Brasil nunca teve uma Autoridade Depositária Internacional. Pesquisadores precisavam recorrer a instituições no exterior para registrar suas invenções.
Um único depósito realizado em uma IDA é reconhecido pelos 92 países participantes do Tratado de Budapeste, facilitando a proteção internacional das patentes.
Os microrganismos usados em pesquisas podem contribuir para o desenvolvimento de alimentos, medicamentos, bioinsumos e novas soluções para a agricultura sustentável.
A criação da primeira IDA brasileira fortalece a ciência nacional, reduz custos para pesquisadores e amplia as oportunidades de inovação. Para o agronegócio, é mais um passo para transformar conhecimento em tecnologias que aumentam a produtividade e tornam a produção cada vez mais sustentável.
Fonte: EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Brasil sediará sua primeira Autoridade Depositária Internacional (IDA). Brasília, DF, 2026. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/145565446/brasil-sediara-sua-primeira-autoridade-depositaria-internacional-ida. Acesso em: 4 jul. 2026


